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Vitamina K2

Vitamina K2

A vitamina K é uma vitamina lipossolúvel (solúvel em gorduras) que desempenha papel importante na coagulação sanguínea. Este composto orgânico foi descoberto em 1929 por EnrikDam como um fator anti-hemorrágico, devido ao seu potencial de restabelecer desordem sanguínea observada em galinhas alimentadas com dieta livre de gordura. Contudo, só em 1939 foi determinada sua exata estrutura: 2-metil-3-phytyl-1,4 naftoquinona, conhecida atualmente como vitamina K1.

A vitamina K é amplamente distribuída em alimentos de origem animal e vegetal, variando de 1 μg por 100ml no leite a 400 μg por 100 gramas no espinafre. Os alimentos cárneos não são tão relevantes para aporte de vitamina K (com a exceção do fígado) que é considerada a maior fonte desta vitamina. A absorção da vitamina K acontece no intestino delgado e necessita de bile e suco pancreático para máximo aproveitamento, o indicado para aumentar a biodisponibilidade é ingerir fontes de lipídios junto com suplementos ou alimentos contendo vitamina K.

As formas naturais de vitamina K são a filoquinona (vitamina K1) e as menaquinonas (vitamina k2). A vitamina K1 é o único análogo da vitamina presente em plantas (hortaliças e óleos vegetais), já a vitamina K2 é sintetizada por bactérias. A família das menaquinonas constitui-se numa série de vitaminas designadas MK-n, em que o “n” representa o número de resíduos isoprenóides na cadeia lateral. As vitaminas K2 naturais variam de MK-4 a MK-13 e a depender da sua cadeia lateral, poderá ter uma função específica no corpo humano.

A vitamina K2 é dificilmente encontrada em fontes alimentares, em análises quantitativas por cromatografia liquida de alta eficiência, sugerem que só o fígado de ruminantes contém concentrações significativas de algumas menaquinonas (MK7, MK11, MK12, MK13), que parecem ter significância nutricional (variando de 10-20 μg por 100 gramas). Contudo, devido ao fígado ser um alimento pouco consumido, o impacto dessas concentrações na nutrição humana parece ser pequeno. A maior produção de menaquinona acontece no intestino por bactérias gram-positiva, a Bacteroides fragilis, por exemplo, produz MK-10, MK-11 e MK-12. Alguns pesquisadores sugeriram que 50% das necessidades de vitamina K eram conseguidas pela produção intestinal de menaquinonas.

A suplementação de vitamina K2 está sendo bastante prescrita para problemas cardiovasculares (principalmente calcificação coronariana) e saúde óssea. Alguns estudos observaram uma associação entre a utilização de altas doses de vitamina K e uma redução de calcificação coronariana, sugerindo que este resultado foi devido à ação da menaquinona (K2). Contudo, os estudos realizados foram feitos somente na população alemã e deve ser realizado em outras populações para confirmar essas associações.

A vitamina K2 é responsável também por ativar diversas proteínas funcionais no nosso organismo, entre elas está a osteocalcina. A osteocalcina é capaz de ligar o cálcio a matriz óssea, fazendo com que este mineral seja melhor utilizado nos ossos. Além disso, a manequinona promove um aumento no número de osteoblastos (células responsáveis pela síntese dos componentes orgânicos da matriz óssea). Contudo, quando analisados 4 estudos com a utilização de menaquinona nas doses de 45 a 360 μg não foram vistos resultados que afirmassem a eficácia da vitamina K2 (marcadores ósseos e densidade mineral óssea).

“Este texto foi escrito por Marcelo Caldas, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador)”.

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