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Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo, você conhece?

Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo, você conhece?

Certamente você já leu ou deve ter ouvido falar sobre algum dos transtornos alimentares clássicos e mais prevalentes, como exemplos a anorexia nervosa e a bulimia nervosa. Ambos transtornos alimentares são caracterizados pela preocupação excessiva com o peso corporal, insatisfação com a imagem corporal e tendência a adesão de diferentes métodos inadequados para o controle do peso. É importante destacar que o transtorno alimentar se define por um padrão de comportamentos alimentares desviantes que afetam negativamente a saúde física e mental do indivíduo.

Na última edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, o DSM V, houve a inclusão e definição do TARE – Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo ou ARFID (do inglês  Avoidant/Restrictive Food Intake Disorder), chegando a ser descrito como transtorno alimentar seletivo e até mesmo neofobia alimentar. Por assim dizer o TARE se destaca por sintomas que não correspondem aos transtornos alimentares tradicionais, no entanto, existe a presença de dificuldades importantes com a comida ou alimentação, alterações e dificuldades que não são influenciadas pela insatisfação corporal, falta de acesso a comida ou alguma doença orgânica ou mental.

Esse transtorno apresenta maior prevalência em crianças e adolescentes e é referido como uma perturbação na alimentação ou na forma de comer, gera esquiva ou restrição na ingestão alimentar, ou seja falta de interesse pela alimentação, assim os pacientes acometidos com esse transtorno apresentam incapacidade persistente em atender suas necessidades nutricionais e/ou energéticas, desse modo o TARE é associado a deficiências nutricionais, perda de peso ou incapacidade de atingir o ganho de peso, alterações no crescimento e desenvolvimento, além de interferência significativa no funcionamento psicossocial. Os pacientes diagnosticados com TARE apresentam grandes dificuldades com os aspectos sensoriais dos alimentos como textura e coloração e ficam dependentes dos poucos alimentos que consomem e até mesmo de suplementos alimentares e vitamínicos. Não existe uma regra, mas normalmente os alimentos consumidos por pessoas que apresentam TARE costumam ser os industrializados, ricos em aditivos e conservantes alimentares.

Ainda não se sabe quais fatores levam o indivíduo a desenvolver o TARE e apesar de não existir até o presente momento protocolo de tratamento específico para esse transtorno é importante destacar que este transtorno alimentar exige um padrão de cuidado complexo e intensivo, lembrando sempre de respeitar as características individuais de cada paciente. Recorda-se que o diagnóstico é dado pelo médico, especialmente o psiquiatra e o processo de acompanhamento é realizado por uma equipe multiprofissional, englobando: Psicólogos, Nutricionistas e Médicos.

Este texto foi escrito por Jannine Dantas, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador).

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