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Suplementação para Público Infanto-juvenil

Suplementação para Público Infanto-juvenil

A nutrição de jovens atletas deve promover condições de crescimento e desenvolvimento adequadas, além de atender as necessidades energéticas acentuadas pelas atividades desenvolvidas. Para o planejamento de estratégias adequadas, deve-se conhecer as recomendações sobre ofertas nutricionais de acordo com a faixa etária e modalidade do exercício. Neste contexto, a suplementação alimentar é grande aliada, mas sempre em conjunto com embasamento científico, ou seja, deve-se ofertar o que os estudos mostram ser eficaz e seguro para esta população.

O balanço energético pode ser comprometido em determinados esportes, além da possível deficiência associada de micronutrientes, principalmente cálcio e ferro. Em ambos os sexos, tais déficits podem acarretar em atraso no crescimento, e em meninas, podem ocorrer distúrbios ovulatórios, maior tempo na fase pré-púbere, atraso na menarca e implicações na saúde óssea.

Alguns recursos ergogênicos, como carboidratos (em quantidades suficientes), são muito eficazes no fornecimento de energia, manutenção dos estoques de glicogênio e consequente atraso na fadiga. Boas sugestões para esportes de média e longa duração são o Waxy Maize e a Palatinose, enquanto para esportes de curta duração onde ainda há requerimento energético, há a Maltodextrina. A Creatina e Cafeína (em doses moderadas e por estratégias periodizadas) podem ser bastante benéficas para melhora no desempenho, bem como aminoácidos e proteínas seriam positivas para a recuperação do indivíduo. Além disso, suplementação com multivitamínicos e/ou alguns micronutrientes isolados, como cálcio, ferro, magnésio, vitamina D, vitaminas do complexo B, podem ser aliadas para alcançar as recomendações, muitas vezes aumentadas em atletas, e negligenciadas através da dieta, principalmente em modalidades que “exigem” baixo peso, como ginástica rítmica ou balé.

As recomendações para adolescentes em idade mais avançada podem ser similares às recomendações para adultos, permitindo doses maiores. As crianças mais novas devem ser monitoradas com maior frequência, principalmente quanto ao uso de cafeína, presente também em alimentos e bebidas e que em doses exacerbadas pode trazer riscos à saúde. Assim, as necessidades e estratégias devem ser direcionadas ao tipo de modalidade, bem como a fase/idade do indivíduo. Para adequar a melhor estratégia para o seu contexto, busque auxílio de um nutricionista.

 

Este texto foi escrito por Bárbara Oliveira Alves, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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