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Suplementação de piruvato

Suplementação de piruvato

O piruvato, também conhecido como ácido pirúvico, é uma substância orgânica gerada a partir da glicólise e tem um papel fundamental para a geração de energia do nosso corpo. Além disso, muito se discute sobre a suplementação de piruvato como uma alternativa para o emagrecimento e um grande aliado para a melhora das funções cognitvas.
Formado por 3 moléculas de carbono, o piruvato é produzido pelo corpo humano no final do processo da glicólise, que é a degradação da glicose para o fornecimento de energia, e pode ser gerado por duas vias: aeróbica e anaeróbica.
Na via aeróbica, o piruvato é oxidado, forma o grupo acetil da acetil-CoA, que depois é oxidada a CO2 + H2O durante o ciclo de Krebs e gera energia em forma de ATP. Já em condições anaeróbicas, o piruvato é reduzido a lactato através da fermentação láctica ajudando na geração do NAD+, que terá função de manter a quebra da glicose. Esse lactato ainda pode ser exportado para corrente sanguínea por meio do ciclo de Cori, transformando-se em glicose no fígado, tornando-se disponível para glicólise no músculo esquelético.
“Mas se o corpo produz piruvato, para que vou fazer a suplementação desta substância?”
Estudos ao longo dos anos comprovaram que a suplementação de piruvato ajuda no emagrecimento junto a queima de ácidos graxos. A explicação para este efeito emagrecedor é pelo estímulo à produção de energia pelo lactato, como foi observado por Dolena R. Ledee e colaboradores, em 2015, em um estudo com leitões. De acordo com o estudo, a suplementação aumentou no fluxo anaplerótico, aumentou o estado de fosforilação de várias enzimas sensíveis a nutrientes, como a proteína quinase ativada por AMP, e acetil CoA carboxilase, sugerindo ativação para oxidação de ácidos graxos. Em outras palavras, a suplementação de piruvato otimizou o funcionamento do Ciclo de Krebs, incentivou a produção de energia, ativou enzimas necessárias para a produção de energia e oxidação de ácidos graxos. Consequentemente, ocasionou o emagrecimento.
Isso explica o estudo feito por Kalman e colaboradores (1998) apud Fernandes, Sbampato, Campomori (2007) que foi composto por 51 sujeitos com IMC maior que 25Kg/m2, utilizando piruvato na dose de 6g/dia durante seis semanas acompanhado de atividade física que demonstrou que o grupo suplementado apresentou aumento da massa magra (2,4% p=0,001) e redução de gordura (-12,2% p0,005).
Já em relação à melhora cognitiva, a explicação é um pouco mais simples. O principal combustível para o nosso cérebro é a glicose, então se conseguirmos otimizar a oferta deste substrato, a resposta cognitiva será melhor. Em um estudo feito por Koivisto e colaboradores (2016), em ratos, foi constatado que a suplementação de piruvato melhorou as funções cognitivas, independentemente da idade dos roedores.
Então, pelos estudos aqui apresentados, a suplementação de piruvato parece ter eficácia no emagrecimento, quanto a melhora das funções cognitivas, os relatos são animadores, no entanto, estudos em humanos são necessários para afirmar a aplicabilidade. Lembre-se de conversar com seu nutricionista antes da utilização de qualquer suplemento, ele melhor do que ninguém pode adequar sua dieta de maneira segura.

Este texto foi escrito por Rafael Soeiro, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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