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REDUÇÃO DA LIBIDO E USO DE ANTICONCEPCIONAL

REDUÇÃO DA LIBIDO E USO DE ANTICONCEPCIONAL

A função sexual é um aspecto muito importante da saúde e do bem-estar, mas por ser um tema com muitos tabus e preconceitos acaba sendo pouco discutido, aumentando as desordens sexuais. O Órgão Mundial da Saúde (OMS) define desordens sexuais como “as várias maneiras pelas quais o indivíduo é incapaz de participar de uma relação sexual como ele gostaria”. As desordens sexuais acometem homens e mulheres e muitas vezes são erroneamente considerados problemas meramente psicológicos.

As disfunções sexuais são mais prevalentes nas mulheres, cerca de 40% das mulheres apresentam alguma desordem sexual e 12% relacionam com nível de estresse e ansiedade. A baixa libido na mulher é um dos problemas mais relatados dentre as disfunções sexuais, cerca de 30% das mulheres relatam pouco ou nenhum desejo sexual. A causa dos problemas sexuais relatados pelo sexo feminino está muito relacionada com a desregulação hormonal, mas também é relacionado com fatores psicológicos e socioculturais.

A baixa libido pode ser resultado de problemas psicológicos, condições físicas ou combinação de vários outros fatores. Fatores psicológicos podem incluir estresse, distrações, depressão, abuso e problemas de imagem corporal. Além disso, a baixa testosterona, obesidade, desnutrição, bebida alcoólica, fadiga adrenal, hipotireoidismo, diabetes, hiperprolactinemia, uso de diuréticos e antidepressivos, mas principalmente o uso de anticoncepcionais podem reduzir o desejo sexual.

O anticoncepcional (AC) é um contraceptivo oral amplamente utilizado pelo público feminino e prescrito por médicos em todo mundo. O objetivo deste medicamento é inibir a ovulação da mulher, fazendo com que esta não engravide, contudo, o grande problema dos ACs são as altas concentrações de progesterona e estrogênio sintético, trazendo diversos problemas para a saúde da mulher, inclusive redução da libido.

O AC atua inibindo a produção hipofisária e a secreção do hormônio folículo-estimulante (FSH) e do hormônio luteinizante (LH), além de atenuar o aumento do ciclo médio de ambos os hormônios. Consequentemente há uma redução da secreção de estradiol ovariano e uma ausência de produção de progesterona. A inibição do FSH e LH também bloqueia a produção normal do hormônio liberador de gonadotropina.

Os ACs inibem LH, reduzindo a produção de testosterona. O estrogênio presente no AC é metabolizado no fígado aumentando a produção de globulina de ligação a hormônios sexuais (SHBG). O aumento do SHBG resulta no decréscimo da testosterona livre, já que esta irá se ligar a globulina. Estudos comprovam que mulheres que utilizam AC por pelo menos 6 meses não regularizam a produção hepática de SHBG, apresentando níveis mais baixos de testosterona livre por toda vida.

Atualmente existem estratégias nutricionais para atenuar a baixa libido na mulher. A suplementação de ZMA (suplemento composto de zinco, magnésio e vitamina B6) tem demonstrado efeito clinicamente interessante para aumentar a libido feminina. É percebida uma relação ainda incerta entre o uso de anticoncepcional, o aumento de prolactina e a redução de zinco, fazendo com que a suplementação de ZMA consiga atenuar os danos causados pelo AC. Um dos mecanismos sugeridos para justificar tal efeito clínico é a grande possibilidade de deficiência nutricional provocada por esse medicamento.

Um equilíbrio nutricional em macro e micronutrientes deve ser incentivado, fazendo com que haja uma redução de danos devido ao uso deste medicamento.

“Este texto foi escrito por Marcelo Caldas, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador)”.

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