Posicionamento ISSN 2017: todo nutricionista precisa saber. | SNC Salvador SNC

Posicionamento ISSN 2017: todo nutricionista precisa saber.

Posicionamento ISSN 2017: todo nutricionista precisa saber.

Muito recentemente a Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva (ISSN) divulgou uma posição crítica a partir da análise de dados científicos sobre a relação entre o consumo de proteínas por pessoas consideradas saudáveis e que se exercitavam. Este documento é percebido como referência importante na ciência da nutrição, por se tratar de uma posição feita com base em estudos já bem estabelecidos na ciência e o que há de mais atual disponível, incluindo as informações mais importantes sobre o tema, servindo como um importante guia na atuação de nutricionistas.

Com base na literatura disponível, Jageret al (2017) – autores do estudo – estabeleceram quatorze tópicos, que edificam o posicionamento, onde é compreendido que:

1)Um estímulo de exercício agudo, particularmente o exercício de resistência e a ingestão de proteínas estimulam a síntese de  proteína muscular e são sinérgicos quando o consumo de proteína ocorre antes ou depois do exercício de resistência.

2) Para construir massa muscular e para manter a massa muscular através de um equilíbrio positivo da proteína muscular, a ingestão diária de proteína a faixa de 1,4 a 2,0 g de proteína/kg de peso corporal/ dia (g/kg/d) é suficiente paraa maioria dos exercícios físicos, sendo um valor que se enquadra dentro do intervalo de distribuição aceitável de macronutrientespublicado pelo Instituto de Medicina para proteínas.

3) Podem ser necessárias ingestões de proteínas mais elevadas (2,3-3,1 g/kg/d) para maximizar a retenção de massa magra em indivíduoscom treinos de resistência durante períodos hipocalóricos.

4) Existem novas evidências que sugerem que maiores ingestões de proteína (> 3,0 g/kg/d) podem ter efeitos positivos na composição corporal  em indivíduos treinados por resistência (isto é, promovem perda de massa gordurosa).

5) Recomenda-se o consumo ótimo de proteína por dose para os atletas para maximizar o MPS, e são dependentes da idade e dos recentes estímulos do exercício de resistência. As recomendações gerais são de 0,25 g deproteína de alta qualidade por kg de peso corporal, ou uma dose absoluta de 20-40 g.

6) As doses agudas de proteína devem se esforçar para conter 700-3000 mg de leucina e/ou um teor de leucina relativo mais alto, além de uma matriz equilibrada dos aminoácidos essenciais (EAAs).

7) Essas doses de proteína devem ser idealmente distribuídas uniformemente, a cada 3-4 h, ao longo do dia.

8) O período ótimo de tempo para ingerir proteínas é provavelmente uma questão de tolerância individual, já que os benefíciossão derivados de ingestão pré ou pós treino; no entanto, o efeito anabólico do exercício é duradouro(pelo menos 24 h), mas provavelmente diminui com o aumento do tempo após o exercício.

9) Embora seja possível que indivíduos fisicamente ativos obtenham suasnecessidades diárias de proteína através daconsumo de alimentos integrais, a suplementação é uma maneira prática de garantir a ingestão de qualidade proteica adequadae quantidade, minimizando a ingestão de calorias, particularmente para os atletas que geralmente completam altos volumes de treinamento.

10) Proteínas rapidamente digeridas que contêm altas proporções de aminoácidos essenciais (EAAs) e leucina adequada,são mais eficazes para estimular MPS.

11) Diferentes tipos e qualidade das proteínas podem afetar a biodisponibilidade dos aminoácidos após a  suplementação de proteína.

12) Os atletas devem considerar concentrar-se em fontes alimentares inteiras de proteínas que contêm todas osEAAs (ou seja, EAAssão necessários para estimular MPS).

13) Os atletas de resistência devem se concentrar na obtenção de ingestão adequada de carboidratos para promover o melhor desempenho; a adição de proteína pode ajudar a compensar os danos musculares e promover a recuperação.

14) A ingestão de proteína de caseína antes de dormir (30-40 g) fornece aumentos na síntese de massa muscular durante a noite e taxa metabólica sem influenciar a lipólise.

O conhecimento dessas informações se faz imprescindível ao nutricionista, destacadamente, da área esportiva, responsáveis por cuidar da saúde de atletas e desportistas. Mais do que o conhecimento dos tópicos, é preciso conhecer e estudar todo o documento – disponível em bases de dados importantes, como o PubMed –  uma análise minuciosa e crítica do conteúdo permite ao profissional ajustar suas estratégias de acordo com as evidências demonstradas como eficazes e validadas, aumentando e/ou melhorando as ferramentas durante o processo de cuidado dos pacientes, tendo sempre a ciência como alicerce da profissão.

“Este texto foi escrito por Juliana de Andrade, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador)”

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