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Nutrição e função cognitiva no esporte

Nutrição e função cognitiva no esporte

A nutrição ganha um espaço cada vez maior no âmbito esportivo por sua capacidade de melhorar o fornecimento energético e otimizar as adaptações, sejam elas de ganho de força, ganho de volume muscular ou de capacidade aeróbica. Entretanto, pequena atenção é dada a função cognitiva que exerce um papel importante no desempenho atlético.
A função cognitiva compreende fases do processo de informação, como percepção, aprendizagem, memória, atenção, vigilância, raciocínio e solução de problemas, abrangendo também o funcionamento psicomotor (tempo de reação, tempo de movimento, velocidade de desempenho). A performance em muitos esportes envolve execuções de alta intensidade que necessitam tomada de decisões rápidas e precisão nos movimentos, criando um ambiente dependente da ótima interação do cérebro com resto do corpo.
A função cerebral precisa que a nutrição seja adequada em quantidade e variedade de nutrientes, podendo ter sua atividade manipulada por mudanças na dieta e/ou suplementação com nutrientes específicos, incluindo aminoácidos de cadeia ramificada, tirosina, carboidratos e cafeína.
A ingestão de BCAAs (aminoácidos de cadeia ramificada) eleva rapidamente seus níveis no sangue e aumentam consequentemente a sua captação no cérebro. Uma proposta evidenciada por alguns pesquisadores é que a disponibilidade desses aminoácidos para captação do cérebro resulte em menor risco de fadiga central, um importante limitador de rendimento físico.
Outro mecanismo sugerido para atenuar a fadiga central é o aporte adequado do aminoácido não essencial denominado tirosina. Esse é citado como precursor da dopamina (neurotransmissor que desempenha importantes funções nos seres humanos) sendo associado a essa estratégia suplementar benefícios sobre o estado vigília, redução do tempo de reação, reconhecimento de padrões, codificação e comportamentos complexos.
Já a suplementação de carboidratos está associada a entrega de substrato energético ao cérebro, alguns estudos indicam que a hipoglicemia afeta a função cerebral e o desempenho cognitivo, sendo necessário maior atenção no seu aporte, quando a dificuldade da tarefa é aumentada ou quando a atenção é dividida entre duas tarefas.
A cafeína por sua vez, em virtude da sua semelhança estrutural com a adenosina pode se ligar a receptores de membrana celular deste neurotransmissor, bloqueando assim a sua ação inibitória, o que permite um estado de alerta prolongado.
Lembre-se sempre que o nutricionista é o profissional adequado para analisar a necessidade da suplementação bem como determinar dosagens perante ao contexto em questão.

Este texto foi escrito por Glauber Henriques, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Se você ficou com alguma dúvida entre em contato conosco pelo e-mail nutricao@sncsalvador.com.br. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador).

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