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Nutrição e ciclo menstrual

Nutrição e ciclo menstrual

girlNo momento da elaboração de um plano alimentar, seja com o objetivo de perda de peso ou aumento de massa muscular, grande ênfase é dada aos mesmos parâmetros nutricionais, como alergias, intolerância alimentar, dados antropométricos e preferências alimentares, com vista à elaboração de um cardápio e esquema suplementar. No entanto, um aspecto pouco citado na literatura (porém com grande grau de relevância), são as alterações metabólicas associadas ao ciclo menstrual.

O conhecimento da sua fisiologia já é bastante conhecido, sabendo-se que este ciclo depende de uma interação entre cérebro, glândula pituitária, ovários e endométrio, onde estímulos ambientais (nutrição, estresse, emoção, luz, odor, som) são transformados pelo hipotálamo em neuropeptídeos; isto leva a glândula pituitária a secretar gonadotrofinas as quais estimularão o  ovário; os   ovários secretam estradiol e progesterona que, por sua vez, estimulam o endométrio a se preparar para uma gravidez e mantêm a estimulação do hipotálamo e da glândula pituitária.

Se a gravidez não ocorre, o endométrio degenera (há o sangramento) e o ciclo se repete, podendo durar em torno de 28 dias. Durante este ciclo menstrual ocorrem variações nos níveis de alguns hormônios, como a progesterona, estrógeno, FSH e LH. Estas variações consequentemente levam a diversas alterações fisiológicas no organismo, tais como aumento de peso normalmente relacionado à retenção hídrica, alterações de humor e comportamento, aumento da ingestão energética com surgimento de compulsões alimentares, dores generalizadas, fadiga, cefaleia, acne, alteração nos padrões de sono, flutuação de outros hormônios, entre outras mudanças.

Os profissionais de saúde que atuam junto à mulher, principalmente nutricionistas, os quais abordam a área alimentar, devem estar cientes destas alterações, visando evitar quaisquer problemas que possam interferir na terapia nutricional e buscar maneiras de tratar estes eventuais sintomas através de escolhas alimentares adequadas, como: ingestão da proteína de soja, fonte de estrogênio vegetal que ajuda a aliviar os sintomas menstruais; Ingestão de hortaliças de folhas verdes, fontes de magnésio e cálcio que melhoram os níveis de cortisol no sangue;  Hortaliças vermelhas, laranjas e amareladas, que ajudam a reduzir a hipoglicemia e a regular o sangramento menstrual intenso, além da acne pré-menstrual; Salsinha, salsão, alcachofra, folhas em geral e algumas frutas, como melancia, são diuréticos e ajudam quando há retenção de líquidos; Lentilhas, feijões de todos os tipos, grão-de-bico e ervilhas verdes, aliviam os sintomas da TPM e ainda ajudam a regular os níveis de açúcar no sangue, estabilizando o humor e a ansiedade.

Seguindo algumas destas dicas nutricionais específicas é possível conviver de uma maneira mais agradável com as eventualidades do ciclo menstrual, mantendo um padrão de vida mais saudável sem perder de vista seus objetivos, sejam eles de âmbito estético ou de melhora na qualidade de vida.

 

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