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Guaraná

Guaraná

 

O guaraná é um dos produtos mais conhecidos da biodiversidade de espécies nativas na Amazônia brasileira, e também é de grande valor econômico.  Ele é o fruto extraído da planta, cujo nome científico é Paullinia cupana.

O guaraná é normalmente comercializado em pó, em saches ou cápsulas, extrato aquoso, xaropes e bebidas energéticas e/ou gaseificadas. O extrato em pó é resultante da semente finamente triturada, moída ou pilada após secagem.

As sementes do guaraná são valorizadas por seu alto conteúdo de cafeína, que pode variar de 2,5 e 8%, e ainda por seus efeitos estimulatórios quando consumidas como bebida, o seu conteúdo de cafeína é significativamente maior (4 vezes) que o do café, 10 vezes maior do que o do chá, e 30 vezes maior do que o do cacau. Possui também propriedades adstringentes, devidas à presença de taninos, que são polímeros de catequina e/ou epicatequinas.

As metilxantinas encontradas no guaraná como a cafeína, teofilina e teobromina são estimulantes do sistema nervoso central. A cafeína age ligando-se a receptores adenosínicos, possibilitando aumentar a agilidade no indivíduo, promovendo assim uma melhor associação de ideias e atividades intelectuais, maior resistência à fadiga e uma sensação de disposição e estimulo.

As propriedades terapêuticas, também está na sua capacidade antioxidante, que são atribuídos as concentrações elevadas de compostos fenólicos taninos (entre outros) e capacidade anti-inflamatória a presença de saponinas.

Pesquisas científicas têm validado a utilização tradicional do guaraná como poderoso tônico (vigorante), ao constatarem ser ele a maior fonte de cafeína natural conhecida, exercendo uma ação estimulante sobre o sistema nervoso central, sistema cardiovascular, músculos e rins. Usado contínua e moderadamente, reduz a sensação de fadiga física e mental, regula a atividade intestinal (antidiarreico) e é um comprovado afrodisíaco, sendo por isso indicado seu uso clínico nos casos de convalescência e para pessoas idosas sem problemas cardíacos.

Há indicações, também, em casos de depressão, arteriosclerose e antiplaquetário. O uso externo é indicado como um regenerador de tecidos, em homeopatia é indicado em casos de dores de cabeça, disenteria e hemorroidas. Além disso, devido seu teor de cafeína, têm sido estudados os seus efeitos no emagrecimento.

O guaraná possui baixa toxicidade. No entanto, não deve-se exceder o seu consumo devido o teor de cafeína. Além disso, deve-se evitar seu uso em pacientes com sistema cardiovascular sensível, doenças renais graves, hipertiroidismo, tendência a espasmos, distúrbios psíquicos e síndrome do pânico.

Este texto foi escrito por Maiara Guimarães, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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