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Estratégias Nutricionais para Imunomodulação

Estratégias Nutricionais para Imunomodulação

A compreensão de saúde como o completo bem-estar físico, mental e social, trouxe à tona a preocupação com os impactos gerados pelo estilo de vida sobre o estado de saúde. Por isso, a adoção de hábitos alimentares saudáveis e a prática regular de atividade física têm sido associadas à produção de diversos benefícios a saúde, como melhora do condicionamento cardiovascular, da função respiratória, diminuição do estresse, entre outros aspectos.
No entanto, os esportes de competição geram alterações neuroendócrinas e cardiovasculares que contribuem para imunossupressão. Assim, atletas submetidos a treinamentos extenuantes e de alta intensidade apresentam maior suscetibilidade ao desenvolvimento de infecções.
O aumento da liberação de catecolaminas durante o treinamento exerce influência sobre a produção de corticosteróide que reduzem a proliferação de linfócitos e a produção de interleucina 2 (IL-2) e imunoglobulinas, em especial a imunoglobulina A (IgA), que são responsáveis por desencadear a resposta imunológica. Além disso, o aumento da temperatura corporal provocada pelo exercício estimula a produção de proteínas de fase aguda e a permeabilidade intestinal.
A ocorrência dessas alterações de forma repetitiva, em associação com outros fatores estressores, como uma dieta inadequada, está relacionada com a Síndrome do Overtrainning. Esta é caracterizada por uma inflamação sistêmica, acompanhada de imunossupressão, alterações do sistema nervoso e hormonal.
Considerando os prejuízos à saúde e ao rendimento esportivo, estudos têm se voltado para a construção de estratégias nutricionais que auxiliem na modulação da resposta imune em atletas.
As células do sistema imune são as maiores consumidoras de glutamina e por isso há uma associação entre a redução dos níveis de glutamina plasmática no pós-exercício e o desenvolvimento de infecções em atletas. A glutamina é um aminoácido condicionalmente essencial, pois em situações de estresse metabólico a produção endógena não é suficiente para atender a demanda. Estudos apontam para eficiência da suplementação de glutamina na diminuição da permeabilidade intestinal e consequente melhora da imunidade inata.
Os carboidratos destacam-se pela importância no metabolismo energético, por causa do processo de geração de energia e consequente influência no desempenho esportivo. Também são capazes de reduzir o aumento de linfócitos e monócitos no pós-exercício, através da modulação do cortisol e epinefrina.
Outra estratégia bastante elucidada é a suplementação de Vitamina D em atletas. Esta é um importante regulador do sistema ósseo e do metabolismo do cálcio. Porém, também está relacionada à modulação do sistema imunológico por apresentar seus receptores (VRDR) nas células que compõe este sistema. A forma ativa da Vitamina D estimula a expressão de defensinas, como as catelicidinas, que são responsáveis pela atividade microbiana e antiviral importantes no combate aos patógenos.
Desta maneira, é importante considerar os impactos do treinamento e o papel modulador dos nutrientes para a manutenção do desempenho esportivo e saúde do atleta. Por isso, a suplementação desses nutrientes pode ser uma estratégia benéfica, se considerado a necessidade, período e dose adequada, respeitando a individualidade do atleta.
Este texto foi escrito por Helen Costa, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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