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Dietas da moda: Fique longe!

Dietas da moda: Fique longe!

Atualmente, observa-se contante preocupação da população com o peso corporal. A incessante busca pelo corpo ideal, incentiva as pessoas a adotarem práticas alimentares inadequadas que colocam em risco a saúde dos indivíduos que reproduzem esses comportamentos midiáticos, diante disso, o uso de medicamentos e dietas da moda que prometem um emagrecimento de forma rápida desperta cada vez mais interesse do público.

Dentre todas as dietas da moda, nenhuma delas respeita um dos princípios fisiológicos mais importantes: a individualidade biológica. O princípio da individualidade biológica traz que cada organismo reage de forma diferente ao mesmo estímulo aplicado e gera adaptações específicas. Sabemos que o indivíduo é formado por uma somatória de características genéticas, e fazem parte deste genótipo o seu somatotipo, força máxima provável, composição corporal, composição das fibras musculares, etc. A este genótipo, somamos elementos que chamamos de fenótipo, que são adicionados ao indivíduo após o nascimento, tais como habilidades motoras e esportivas, nível intelectual, consumo máximo de oxigênio e limiar anaeróbio, dentre outros.

Geralmente, todas as dietas da moda atrelam restrição calórica ao emagrecimento. Dietas restritivas e extremistas geram adaptações fisiológicas curtas, que oferecem ao corpo um novo estímulo, trazendo redução no peso (como diminuição do estímulo a insulina, maior eliminação de líquidos e diminuição na ingestão calórica). A dieta restritiva a longo prazo gera alterações hormonais, como diminuição de T3 e testosterona, hormônios que estão diretamente relacionados ao metabolismo corporal; Ou seja, quanto mais restritiva e longa for uma dieta, maior será a diminuição da taxa metabólica basal, causada por outra adaptação fisiológica do organismo, já que restrição severa de energia ligará um sinal de alerta, pela falta de energia para um demanda muito maior.

Outra consequência ocasionada pelas dietas da moda, são alterações bruscas nos hormônios que controlam a saciedade (leptina, insulina, grelina, CCK), por um mecanismo compensatório de defesa, para que haja aumento da ingestão alimentar e desejo de comer alimentos dos quais sofreu privação. Isso pode gerar quadros severos de compulsão alimentar, que parecem ser uma resposta do organismo para voltar ao peso inicial, nosso “set point” (ponto de manutenção). Tudo isso conspira para que a pessoa tenha um efeito rebote posteriormente, favorecendo retenção e maior acúmulo de gordura.

Parece óbvio que ganhar peso é muito mais fácil que perder peso e também que algumas pessoas têm uma tendência maior a acumular gordura que outras. Perder peso não é simplesmente o inverso de ganhar peso, quando olhamos para as adaptações sofridas pelo nosso metabolismo.

O princípio da individualidade biológica destrói quaisquer indício que as dietas da moda realmente funcionem, ou melhor, promovam o EMAGRECIMENTO SAUDÁVEL. Ao contrário do que muita gente pensa, o segredo para o sucesso no emagrecimento não está em dietas milagrosas que prometem alterar o metabolismo drasticamente, e sim na mudança comportamental e na mudança do estilo de vida, atrelado a um planejamento alimentar individualizado prescrito por um Nutricionista.

Este texto foi escrito por Felipe Cyrino, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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