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Cranberry: A Superfruta

Cranberry: A Superfruta

Cranberry é uma fruta bastante comum na América do norte e é rica em polifenóis (catequinas e antocianidinas e protoantocianidinas) que podem modificar o status antioxidante, atenuar processos inflamatórios, favorecer o emagrecimento e reduzir quadros de esteatose hepática, sendo relevante ainda para redução do risco de recorrência de infecções do trato urinário em mulheres.

As infecções do trato urinário (ITU) afetam 150 milhões de pessoas no mundo. As mulheres possuem 50% mais chances de desenvolver esta condição, além disso,  têm de 20 a 30% de recorrência de ITU. Os polifenóis e proantocianidinas do tipo A encontrados no Cranberry têm ação antiinflamatória e interferem na adesão de bactérias às células epiteliais do trato urinário, garantido efeito protetor na recorrência de ITU, especialmente em mulheres.

Em indivíduos com sobrepeso e obesidade é bastante comum o quadro de esteatose hepática (EH). A prevalência aumenta para 58% em indivíduos com sobrepeso e pode atingir 98% em indivíduos obesos não-diabéticos. A esteatose pode progredir para cirrose e resultar em insuficiência hepática, hipertensão portal, carcinoma hepatocelular e doenças cardiovasculares. A EH está associada à síndrome metabólica e a obesidade; sendo o resultado do aumento da captação de ácidos graxos livres para o fígado, aumento da síntese de gordura, diminuição da exportação de triglicerídeos através de lipoproteínas de muito baixa densidade e redução da betaoxidação e dos níveis de adiponectina, estes processos são subsequentes a resistência a insulina que aumenta a lipólise do tecido adiposo. Este acúmulo de gordura gera peroxidação lipídica, estresse oxidativo e inflamação. O Cranberry diminui Esteatose hepática mediante redução fatores inflamatórios como a ciclooxigenase-2 (COX2), o fator de necrose tumoral e o fator nuclear κB, além de aumentar os níveis do receptor α ativado por proliferador de peroxisoma (PPARα) e diminuir os níveis de transcrições da Proteína de ligação do elemento regulador de esterol 1 e 2 (SREBP1 / 2). Soma-se a estes mecanismos a melhora da saúde intestinal, mediante redução de linhagens bacterianas patogênicas e aumento de linhagens favoráveis à melhora da barreira intestinal e à integridade da camada de muco que reveste o intestino.

Tais resultados revelam a associação do consumo alimentar, microbiota intestinal, redução de infecções e saúde hepática, validando a importância de uma microbiota sadia diante do consumo de alimentos ricos em antioxidantes.

Este texto foi escrito por Ismael Oliveira, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido. Respeite nosso material intelectual. Sempre que usar nossos textos mencione o nome do autor e do site, por favor. Acompanhe-nos nas redes sociais e não perca nenhuma notícia e/ou promoção (busque por sncsalvador).

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