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Consumo Proteico e Função Renal

Consumo Proteico e Função Renal

Ao consumirmos qualquer tipo de alimento, ele será digerido e transportado através do sangue e da linfa para as nossas células. Para evitar comprometimento do organismo com substâncias tóxicas, os detritos resultantes da utilização desses nutrientes serão eliminados. O aparelho excretor tem a função de filtrar o sangue e recolher deste os resíduos de todas as células do nosso corpo, usando como via principal, os rins.

Visto que a quebra e excreção dos metabólitos proteicos é dependente da função renal, a taxa de filtração glomerular é afetada pelo consumo de proteínas da dieta. A recomendação de ingestão diária proteica para indivíduos sedentários é de 0,8-1,0 g/kg/dia. Quando se trata de indivíduos treinados, estima-se que o consumo proteico para praticantes de exercício físico varie entre 1,2 a 2 g por kg de peso/dia, podendo atingir valores de até 3 g/kg/dia em casos de dietas hipocalóricas, por exemplo.

Atualmente, dietas hiperproteicas, acompanhadas ou não de restrição calórica, são reconhecidas como eficazes para emagrecimento, hipertrofia muscular, recuperação após o exercício, sinalização celular, saúde óssea, controle glicêmico e saciedade, tornando-se uma tendência alimentar muito popular e foco de muitos estudos para analisar sua segurança. Dentre os benefícios do consumo de proteínas ou aminoácidos, especialmente após exercícios físicos, um deles é favorecer a recuperação e a síntese proteica muscular. A oferta de fontes proteicas com alto valor biológico torna possível o fornecimento de um pool de aminoácidos com a capacidade de realizar a sinalização celular necessária para a ativação da via mTOR (rapamicina em mamíferos), sendo uma estratégia efetiva para promoção do anabolismo.

Embora indivíduos com disfunção renal se beneficiem da restrição proteica, não há evidências que comprovem o mesmo para indivíduos saudáveis. A teoria da hiperfiltração glomerular descreve que o aumento na taxa de filtração é um mecanismo adaptativo em resposta ao maior consumo proteico, similar ao processo que ocorre em mulheres grávidas, mas não necessariamente implica em um comprometimento da função renal.

Algumas instituições como a Organização Mundial de Saúde e a Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva posicionam-se acerca do assunto, afirmando que o consumo de dietas hiperproteicas é considerado seguro para a função renal de indivíduos saudáveis. A quantidade necessária varia de acordo com o tipo de atividade física, idade, sexo, dentre outros fatores. O nutricionista é o profissional qualificado para ajustar o consumo de acordo com suas necessidades.

Este texto foi escrito por Camila Rheinschmitt, baseado em artigos científicos. Todo material utilizado pode ser disponibilizado quando requerido.
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